quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pôr-do-sol. Essencialmente descrição

Olho para o céu. As nuvens começam a retirar-se para o dia de amanhã. Chegou apenas mais um pôr-do-sol. Mais um pôr-do-sol… parece tão absolutamente normal, sem importância. Mas no fundo é tão místico, esplêndido, maravilhoso. Tão simplesmente encantador. Os tons vermelhos, alaranjados, amarelos, verdes, azuis, anis e violetas aparecem cavalgando sobre cavalos invisíveis. E assim empurram o sol para os mais longínquos horizontes. Este acaba por ceder. Coitado! Já tem a vida infernizada. Os cumes das montanhas sobrepõem-se, predominando assim os azuis. Os contrastes são absolutamente deslumbrantes e acabo por ver apenas inúmeras silhuetas do mundo. Em vários cantos recônditos, as casas repousam entre as ervas; e lentamente o escuro apodera-se. O vento baila com as pás das eólicas. As “ventoinhas” giram e giram, como se levantassem voo. Ás tantas, sob um manto negro tudo escurece. As únicas luzes são os candeeiros – das aldeias mais próximas – que pairam no ar.
Um dos cumes tem neve. Neve essa mais branca que o branco. Esse cume brilhante chora. Chora neve que cai despreocupadamente em flocos. Bonitos e delineados flocos. Nos locais escurecidos, aos poucos e poucos o mundo desaparece. O vento adormece e embala tudo o que o rodeia. Amanhã é um novo dia!

28-12-07 - Relva Velha

1 comentário:

Anónimo disse...

Perfeito *.* escrito por alguem muito especial ! ASS : Miguel Pires!