Era um sorriso
Um pouco solitário até
Sentia a saudade
Mas não mexia o pé
Fingia que nada acontecia
Que nada ia acontecer
Depois chorava sozinha
Até anoitecer
Ficava parada
Deixando o tempo passar
Mas tudo o que queria
Era simplesmente ignorar
Ignorar a merda
Ignorar o sentimento
Até dar uma queda
Até desaparecer o momento
Percebeu então
Que era algo diferente
Não era apenas ignorar o momento
Era ir em frente
(...)
sexta-feira, 11 de abril de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O segredo
Estávamos os dois deitados nas nuvens. As horas não passavam, os minutos não passavam, nem sequer os minutos se atreviam a passar. De facto o tempo não passava... O tempo não existia, porque nós é que mandávamos no tempo! O tempo era o que nós quissessemos. Foi então que aconteceu... Puxei-te para um cantinho escuro. Não era escuro, simplesmente não era de ninguém. Era de quem o apanhasse. Apanhámo-lo: era nosso, era o nosso segredo! O silêncio gritava deixando apenas passar a respiração. E foi neste simples e silêncioso momento que eu te puxei para ao pé de mim, de modo a ficarmos mesmo juntinhos. Estávamos tão perto que conseguíamos ouvir os pensamentos do outro. Então, eu disse, cortanto o silêncio - És o meu melhor amigo!
17-02-08
17-02-08
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Lágrimas Derramadas
Tinha acabado de sair de uma discussão. Sabia que não tinha razão no meio daquilo tudo... Tinha agido mal, confessava. Mal pode foi a correr e enfiou-se na sua cómoda cama agarrada a uma imensidão de almofadas. Como ela gostava dessas almofadas! Tão moles, reconfortantes. Tanto carinho que ela sentia quando agarrava as almofadas. Continuou num choro contínuo recordando o que tinha feito. E quando começava a acalmar-se pensava, estupidamente, que se sentia MUITO arrependida e que para isso teria que continuar a chorar.
E assim continuou... Chorou e chorou durante horas. Estava à espera que a viessem reconfortar, que a viessem abraçar e dizer: "Já passou. Tem calma. Eu adoro-te!"Esperou minutos a fio que pareceram horas. Adormeceu em pensamentos profundos. Pensamentos de que já não se lembrava.
Pensamentos dela e só dela.Rolavam lágrimas redondas pela cara. Um tanto redondas, um tanto quadradas, um tanto do que nós quiséssemos, um tanto dos pensamentos, um tanto de reconforto. Simplesmente iam carregadas com tudo! Andavam rapidamente, como que fazendo uma corrida para ver quem chegava primeiro. Algumas delas, pequeninas reuniam-se a umas maiores e assim ganhavam velocidade. Era uma prova extasiante, especialmente para quem produzia os concorrentes. No fim da "prova" encontrava-se um mar de água. Amontoados de lágrimas descansavam nas fofas almofadas. E quando perdiam a força toda, acabavam por se evaporar. Era como que algo sem sentido.
Continuava a espera que a viessem reconfortar, mas desta vez não vieram. Então, sozinha com a solidão continuava a chorar desta vez por achar que ninguém a iria perdoar.Decidiu então enfrentar a situação. Levantou-se convicta! Ergueu a face, limpou as lágrimas. Mirou o mar que ela própria tinha produzido. Acho que era um tanto cómico. Chamou-lhe "Lago de tudo perdido". Irritou-se! Atirou a almofada pela janela com as lágrimas. Estas entraram em pavor, tentando não cair. A almofada foi engolida pelo ar e nunca mais apareceu.
Então, a menina chorou. Chorou porque nada fazia certo!
06-02-2008
E assim continuou... Chorou e chorou durante horas. Estava à espera que a viessem reconfortar, que a viessem abraçar e dizer: "Já passou. Tem calma. Eu adoro-te!"Esperou minutos a fio que pareceram horas. Adormeceu em pensamentos profundos. Pensamentos de que já não se lembrava.
Pensamentos dela e só dela.Rolavam lágrimas redondas pela cara. Um tanto redondas, um tanto quadradas, um tanto do que nós quiséssemos, um tanto dos pensamentos, um tanto de reconforto. Simplesmente iam carregadas com tudo! Andavam rapidamente, como que fazendo uma corrida para ver quem chegava primeiro. Algumas delas, pequeninas reuniam-se a umas maiores e assim ganhavam velocidade. Era uma prova extasiante, especialmente para quem produzia os concorrentes. No fim da "prova" encontrava-se um mar de água. Amontoados de lágrimas descansavam nas fofas almofadas. E quando perdiam a força toda, acabavam por se evaporar. Era como que algo sem sentido.
Continuava a espera que a viessem reconfortar, mas desta vez não vieram. Então, sozinha com a solidão continuava a chorar desta vez por achar que ninguém a iria perdoar.Decidiu então enfrentar a situação. Levantou-se convicta! Ergueu a face, limpou as lágrimas. Mirou o mar que ela própria tinha produzido. Acho que era um tanto cómico. Chamou-lhe "Lago de tudo perdido". Irritou-se! Atirou a almofada pela janela com as lágrimas. Estas entraram em pavor, tentando não cair. A almofada foi engolida pelo ar e nunca mais apareceu.
Então, a menina chorou. Chorou porque nada fazia certo!
06-02-2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Ver o Mundo
O nos difere, o que nos torna diferentes, o que faz com que eu seja eu e tu sejas tu é apenas a forma como vemos as coisas. Não acredito nessa coisa das teorias de evolução. O que para mim é fantástico, para ti é uma seca. O que tu gostas de fazer não será provavelmente o que eu gosto de fazer. O que para mim tem piada, para ti é estupidez.
Para mim, um pássaro é algo de misterioso, para ti é algo normal. Para ti, uma bolha de sabão a flutuar no ar é incrível, mas para mim é desinteressante…
O que nos difere é a forma como vemos o mundo.
Cai uma folha. Para ele é como que uma dança do “Baile dos cisnes”. Para ela é algo natural, algo que acontece todos os dias.
Por isso é que quando viajamos as culturas e as pessoas são diferentes. Simplesmente elas vêm o mundo de lá para cá e nós vemo-lo de cá para lá. Curioso, não é?
Por isso é que não percebemos tudo! Porque nós ao querermos perceber tentamos ver as coisas com outros olhos. E como não são os nossos olhos não vemos! Não vemos, não percebes. Uma ideia um pouco rebuscada…
Percebendo o mundo, vês com os teus próprios olhos. Vê e repara na beleza natural. Não olhes simplesmente, pois assim nada vais ver!
29-01-2008
Para mim, um pássaro é algo de misterioso, para ti é algo normal. Para ti, uma bolha de sabão a flutuar no ar é incrível, mas para mim é desinteressante…
O que nos difere é a forma como vemos o mundo.
Cai uma folha. Para ele é como que uma dança do “Baile dos cisnes”. Para ela é algo natural, algo que acontece todos os dias.
Por isso é que quando viajamos as culturas e as pessoas são diferentes. Simplesmente elas vêm o mundo de lá para cá e nós vemo-lo de cá para lá. Curioso, não é?
Por isso é que não percebemos tudo! Porque nós ao querermos perceber tentamos ver as coisas com outros olhos. E como não são os nossos olhos não vemos! Não vemos, não percebes. Uma ideia um pouco rebuscada…
Percebendo o mundo, vês com os teus próprios olhos. Vê e repara na beleza natural. Não olhes simplesmente, pois assim nada vais ver!
29-01-2008
Frase sagrada
"opahhh tenho de dar importancia as pequenas coisas, para elas se tornarem grandes, nao e?"
Apetece!
Apetece-me rir, apetece-me escrever! Apetece-me sorrir 24 horas por dia, e rir ate nao aguentar, apetece-me mijar de tanto rir! E depois ter soluços. Apetece-me ser feliz um bocadinho. Apetece-me voar. Atirar-me de um prédrio e ser engolida pelo ar. Assim... "PLOFT!"
Apetece-me matar o despertador, e atirá-lo pela janela. Apetece-me ser a dona do tempo e eu é que sei quando é que está na hora certa! Apetece-me ser diferente. Apetece-me plantar batatas e cenouras e batatas. Apetece-me sorrir até ficar com os músculos da cara da doer.
Apetece-me..
30-01-2008
Apetece-me matar o despertador, e atirá-lo pela janela. Apetece-me ser a dona do tempo e eu é que sei quando é que está na hora certa! Apetece-me ser diferente. Apetece-me plantar batatas e cenouras e batatas. Apetece-me sorrir até ficar com os músculos da cara da doer.
Apetece-me..
30-01-2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Drogados em felicidade
Tinham os olhos negros e um ar assustador. Estavam sentados num banco construído ao acaso. Ele sentado normalmente e ela de pernas cruzadas. Pareciam um tanto bêbedos, ou drogados. Drogados de felicidade! Viciados naquela coisa onde dizem para não nos metermos. Pareciam tão felizes… Conversavam sobre a vida. Conversavam sobre coisas estúpidas devido ao efeito da “droga”. Realmente, quando nos rimos não dizemos coisa com coisa, apenas queremos rir mais! Ciclo vicioso…
Era um tanto assustador… Duas pessoas tão felizes! :S
Riam porque nada diziam, e nada diziam porque estavam a rir! Eram como que dois ursos feios que passavam a vida na casota! Ou como dois noivos queridissimissimidissimidississimissidíssimos. Ou como um Miguel Pires e uma Inês Moreira. Ou apenas como um Sr. Invasão e uma miss.querida. Basicamente combinavam! Combinavam como o branco e o preto, ou como o amarelo e o castanho, ou como o azul e o laranja, ou como quaisquer duas cores! Combinavam… Mais nada!
Subitamente deixaram de falar, apenas apreciavam o sol. Apreciavam-no como se fossem plantas. Plantas a fazer a fotossíntese.
Ela, pequena e sorridente considerava-se uma pessoa que diziam coisas sem sentido. Ele, alto e querido considerava-se uma pessoa que gostava de pessoas que diziam coisas sem sentido. Simplesmente amavam-se! E por isso repetiam diversas vezes: “Amo-te, ya?”; ao que o outro respondia com um sorriso: “Amo-te, ya?”
Nada diziam, apenas pensavam, o que me causava uma certa curiosidade… O que é que eles estariam a pensar? Isso pouco os incomodava porque eles sabiam o que o outro pensava. Ou pelo menos achavam que sabiam…
Passava o dia, passava o tempo, passavam a horas, os minutos e os segundos. Passavam variadas pessoas. Ele levantava-se e ia cumprimentá-las, ela mantinha-se indiferente, intacta, despreocupada com o mundo. Quando ele voltava, ambos sorriam. Sorriso esse que dizia: “Não me deixes, estou aqui. Sempre?! Só podes estar a gozar! Tenho saudades… Epah! Ignora… Amo-te agora e amanhã! Pára de me pedir desculpa! Novidades? Bom dia! Deixa-me só! Deves estar a achar!”
Sorriso indecifrável. Sorriso indiferente para os demais.
Sorriso impensável. Sorriso com um grande significado. Sorriso nosso, pensavam eles…
E com um mero sorriso viro as costas e vou comprar um chupa-chupa!
28-Jan-08
Era um tanto assustador… Duas pessoas tão felizes! :S
Riam porque nada diziam, e nada diziam porque estavam a rir! Eram como que dois ursos feios que passavam a vida na casota! Ou como dois noivos queridissimissimidissimidississimissidíssimos. Ou como um Miguel Pires e uma Inês Moreira. Ou apenas como um Sr. Invasão e uma miss.querida. Basicamente combinavam! Combinavam como o branco e o preto, ou como o amarelo e o castanho, ou como o azul e o laranja, ou como quaisquer duas cores! Combinavam… Mais nada!
Subitamente deixaram de falar, apenas apreciavam o sol. Apreciavam-no como se fossem plantas. Plantas a fazer a fotossíntese.
Ela, pequena e sorridente considerava-se uma pessoa que diziam coisas sem sentido. Ele, alto e querido considerava-se uma pessoa que gostava de pessoas que diziam coisas sem sentido. Simplesmente amavam-se! E por isso repetiam diversas vezes: “Amo-te, ya?”; ao que o outro respondia com um sorriso: “Amo-te, ya?”
Nada diziam, apenas pensavam, o que me causava uma certa curiosidade… O que é que eles estariam a pensar? Isso pouco os incomodava porque eles sabiam o que o outro pensava. Ou pelo menos achavam que sabiam…
Passava o dia, passava o tempo, passavam a horas, os minutos e os segundos. Passavam variadas pessoas. Ele levantava-se e ia cumprimentá-las, ela mantinha-se indiferente, intacta, despreocupada com o mundo. Quando ele voltava, ambos sorriam. Sorriso esse que dizia: “Não me deixes, estou aqui. Sempre?! Só podes estar a gozar! Tenho saudades… Epah! Ignora… Amo-te agora e amanhã! Pára de me pedir desculpa! Novidades? Bom dia! Deixa-me só! Deves estar a achar!”
Sorriso indecifrável. Sorriso indiferente para os demais.
Sorriso impensável. Sorriso com um grande significado. Sorriso nosso, pensavam eles…
E com um mero sorriso viro as costas e vou comprar um chupa-chupa!
28-Jan-08
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Vai o vento (chachada)
Sopra vento. Faz frio lá fora, na rua. Os candeeiros acendem-se para a noite.
Sopra o vento… O vento leva consigo umas tantas coisas. Coisas de plástico, que devem ter voado das lojas dos 300 ou assim.
Vai o vento, vai a vida. O vento leva pensamentos consigo… Leva corações partidos, sorrisos guardados, amizades destruídas e outras “renovadas”. Leva consigo lágrimas. Lágrimas de dor e de alegria. Lágrimas porque morreu alguém e lágrimas porque alguém nasceu!
Vai o vento… Levando consigo um abraço inseparável, um beijo romântico, um trágico acidente. O vento leva tanta coisa, penso eu! Leva tudo consigo. Arranca-nos as coisas! Tão cruel… Tão irritante! Tão injusto?!
Vai o vento… Leva consigo pensamentos. Pensamentos profundos. Pensamentos secretos. Pensamentos que apenas o vento sabe.
Vai o vento… Faz esvoaçar cabelos, faz como que caiam gelados ao chão. Estragos! Mas também empurra as pessoas para os sítios certos.
Vai o vento… Levando tanta coisa atrás, mas ignorando-me! Nada de mim leva o vento! E eu que queria ser levada deste sítio. Queria ir… Ir para outro sítio! Levada pelo vento, obrigando o destino a escolher o meu rumo. LEVA-ME VENTO!!
25-01-2008
Sopra o vento… O vento leva consigo umas tantas coisas. Coisas de plástico, que devem ter voado das lojas dos 300 ou assim.
Vai o vento, vai a vida. O vento leva pensamentos consigo… Leva corações partidos, sorrisos guardados, amizades destruídas e outras “renovadas”. Leva consigo lágrimas. Lágrimas de dor e de alegria. Lágrimas porque morreu alguém e lágrimas porque alguém nasceu!
Vai o vento… Levando consigo um abraço inseparável, um beijo romântico, um trágico acidente. O vento leva tanta coisa, penso eu! Leva tudo consigo. Arranca-nos as coisas! Tão cruel… Tão irritante! Tão injusto?!
Vai o vento… Leva consigo pensamentos. Pensamentos profundos. Pensamentos secretos. Pensamentos que apenas o vento sabe.
Vai o vento… Faz esvoaçar cabelos, faz como que caiam gelados ao chão. Estragos! Mas também empurra as pessoas para os sítios certos.
Vai o vento… Levando tanta coisa atrás, mas ignorando-me! Nada de mim leva o vento! E eu que queria ser levada deste sítio. Queria ir… Ir para outro sítio! Levada pelo vento, obrigando o destino a escolher o meu rumo. LEVA-ME VENTO!!
25-01-2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Pôr-do-sol. Essencialmente descrição
Olho para o céu. As nuvens começam a retirar-se para o dia de amanhã. Chegou apenas mais um pôr-do-sol. Mais um pôr-do-sol… parece tão absolutamente normal, sem importância. Mas no fundo é tão místico, esplêndido, maravilhoso. Tão simplesmente encantador. Os tons vermelhos, alaranjados, amarelos, verdes, azuis, anis e violetas aparecem cavalgando sobre cavalos invisíveis. E assim empurram o sol para os mais longínquos horizontes. Este acaba por ceder. Coitado! Já tem a vida infernizada. Os cumes das montanhas sobrepõem-se, predominando assim os azuis. Os contrastes são absolutamente deslumbrantes e acabo por ver apenas inúmeras silhuetas do mundo. Em vários cantos recônditos, as casas repousam entre as ervas; e lentamente o escuro apodera-se. O vento baila com as pás das eólicas. As “ventoinhas” giram e giram, como se levantassem voo. Ás tantas, sob um manto negro tudo escurece. As únicas luzes são os candeeiros – das aldeias mais próximas – que pairam no ar.
Um dos cumes tem neve. Neve essa mais branca que o branco. Esse cume brilhante chora. Chora neve que cai despreocupadamente em flocos. Bonitos e delineados flocos. Nos locais escurecidos, aos poucos e poucos o mundo desaparece. O vento adormece e embala tudo o que o rodeia. Amanhã é um novo dia!
28-12-07 - Relva Velha
Um dos cumes tem neve. Neve essa mais branca que o branco. Esse cume brilhante chora. Chora neve que cai despreocupadamente em flocos. Bonitos e delineados flocos. Nos locais escurecidos, aos poucos e poucos o mundo desaparece. O vento adormece e embala tudo o que o rodeia. Amanhã é um novo dia!
28-12-07 - Relva Velha
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Caminhos sem fim
Caminhos sem fim. A vida é como um labirinto. Tem uma única entrada e uma única saída. Entramos e saímos uma única vez. A vida é como um labirinto. Tem infinitos becos e caminhos sem saída. O objectivo deste “jogo” é chegar até ao fim do labirinto. Mas o fim é tão longe, tão distante.
Encontro-me num beco. Só me resta virar as costas e seguir em frente. Só me resta continuar a tentar chegar ao fim. “Caminho infinito” – penso eu. – “Caminho longínquo”.
Meto-me por mais um caminho. Será que já lá estive? Sinceramente não me lembro. Tudo parece igual. Tudo acaba com a mesma forma: o fim. “Poderia fazer uma mapa…” Mas também... Qual seria a piada se não me perder? Nenhuma… “Acho que quem criou este labirinto – quem quer que seja que o criou – gosta de quebra-cabeças.”
Acabo por me perder em pensamentos, acabando por chocar com mais uma parede. De qualquer forma isto já me é familiar. Mais parede menos parede. Ainda dizem que a esperança média de vida pode aumentar! Mas quem é que quer continuar neste labirinto?! QUEM?! Só essas pessoas… Essas pessoas cuja vida é “feliz” ou lá como lhe chamam. “Quem diria… Está ali uma pessoa!” Esqueci-me de referir que os caminhos se cruzam. E que ao cruzarem-se podemos seguir novos rumos. Talvez seguir os nossos sonhos. Quem sabe! “GOD KNOWS!!”
Mais um caminho enfadonho. “Eh láá! Para ali é que eu não vou.” Se ao menos tivesse ideia do que me espera… Mas também qual seria a piada de acabar o jogo antes do tempo? Nenhuma… Quem quer que tenha criado este jogo adora complicar as coisas! Impressionante…
“Mais um caminho. Mais um problema por resolver. Mais uma porta secreta que me leva a algum lado. Mais alguém que se aproxima. Mais um novo rumo. Basicamente mais um dia passado. Mais uma carga de chuva se libertou. Mais uns sorrisos recebidos e contagiados. Mais uns quantas pessoas com quem falar. Mais um amigo com que contar. Mais um dia passado…”
15-01-2008
Encontro-me num beco. Só me resta virar as costas e seguir em frente. Só me resta continuar a tentar chegar ao fim. “Caminho infinito” – penso eu. – “Caminho longínquo”.
Meto-me por mais um caminho. Será que já lá estive? Sinceramente não me lembro. Tudo parece igual. Tudo acaba com a mesma forma: o fim. “Poderia fazer uma mapa…” Mas também... Qual seria a piada se não me perder? Nenhuma… “Acho que quem criou este labirinto – quem quer que seja que o criou – gosta de quebra-cabeças.”
Acabo por me perder em pensamentos, acabando por chocar com mais uma parede. De qualquer forma isto já me é familiar. Mais parede menos parede. Ainda dizem que a esperança média de vida pode aumentar! Mas quem é que quer continuar neste labirinto?! QUEM?! Só essas pessoas… Essas pessoas cuja vida é “feliz” ou lá como lhe chamam. “Quem diria… Está ali uma pessoa!” Esqueci-me de referir que os caminhos se cruzam. E que ao cruzarem-se podemos seguir novos rumos. Talvez seguir os nossos sonhos. Quem sabe! “GOD KNOWS!!”
Mais um caminho enfadonho. “Eh láá! Para ali é que eu não vou.” Se ao menos tivesse ideia do que me espera… Mas também qual seria a piada de acabar o jogo antes do tempo? Nenhuma… Quem quer que tenha criado este jogo adora complicar as coisas! Impressionante…
“Mais um caminho. Mais um problema por resolver. Mais uma porta secreta que me leva a algum lado. Mais alguém que se aproxima. Mais um novo rumo. Basicamente mais um dia passado. Mais uma carga de chuva se libertou. Mais uns sorrisos recebidos e contagiados. Mais uns quantas pessoas com quem falar. Mais um amigo com que contar. Mais um dia passado…”
15-01-2008
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Como voar..
Nós rimo-nos, nós contamos um com o outro! Não somos felizes, pelo menos 100% felizes. Mas o que é que isso importa?! Absolutamente nada... Um riso, uma lágrima, o mundo continua. Nós continuamos a vida, porque ninguém a consegue parar.
Deitados num prado verde, eu e tu olhamos para as estrelas, ouvimos o mar e pensamos.
Nessa altura nós voamos! Sem rumo, sem direcção, sem objectivos, sem nada; apenas tu e eu. Apenas temos de confiar um no outro. Esse é o nosso mapa, a nossa direcção, o nosso rumo, o objectivo… Voamos para lado nenhum, sorrindo. Sorrimos e nada dizemos porque sabemos o que o outro quer dizer, o que o outro pensa. E neste mais absoluto e silencioso momento, choramos. Libertamo-nos, esquecemos tudo e todos, somos livres. Cada lágrima leva consigo um mau momento, um pesadelo! Cada lágrima solta-nos mais, e de mãos dadas, mais alto subimos…
Subimos e subimos! E acabo por concluir… Será que este momento é um momento feliz? Daqueles momentos considerados inesquecíveis? Acabamos por cortar o silêncio com as meras palavras: ESTE É UM MOMENTO EM QUE SOMOS FELIZES!
Soltamos uma gargalhada. Isto simplesmente não faz sentido. Mas alguém disse que fazia?!? Sonhámos, seguimos os nossos sonhos…
E deitados de mãos dadas e olhos fechados, eu sei que sou feliz! Momentos passados e guardados para sempre… Olhamos para o céu… Um homem sem asas segue-nos. Para ti, Manel Mota.
10-12-2007
Deitados num prado verde, eu e tu olhamos para as estrelas, ouvimos o mar e pensamos.
Nessa altura nós voamos! Sem rumo, sem direcção, sem objectivos, sem nada; apenas tu e eu. Apenas temos de confiar um no outro. Esse é o nosso mapa, a nossa direcção, o nosso rumo, o objectivo… Voamos para lado nenhum, sorrindo. Sorrimos e nada dizemos porque sabemos o que o outro quer dizer, o que o outro pensa. E neste mais absoluto e silencioso momento, choramos. Libertamo-nos, esquecemos tudo e todos, somos livres. Cada lágrima leva consigo um mau momento, um pesadelo! Cada lágrima solta-nos mais, e de mãos dadas, mais alto subimos…
Subimos e subimos! E acabo por concluir… Será que este momento é um momento feliz? Daqueles momentos considerados inesquecíveis? Acabamos por cortar o silêncio com as meras palavras: ESTE É UM MOMENTO EM QUE SOMOS FELIZES!
Soltamos uma gargalhada. Isto simplesmente não faz sentido. Mas alguém disse que fazia?!? Sonhámos, seguimos os nossos sonhos…
E deitados de mãos dadas e olhos fechados, eu sei que sou feliz! Momentos passados e guardados para sempre… Olhamos para o céu… Um homem sem asas segue-nos. Para ti, Manel Mota.
10-12-2007
O sonho do passarinho
Porque é que prendem os pássaros?
Porque não os deixam voar?
Com bom tempo
Eles querem cantar
Então, certo dia um exclamou
Que iria fugir dali, para sempre!
Os outros começaram a pensar.
Será que nunca iriam voar?
Pensem agora, como seria
A vossa vida numa gaiola!
Queriam voar?
Não podiam
Queriam dormir?
Não era cómodo
Queriam comer?
A comida já lá estava há 5 dias
Queriam beber?
A água não tinha sido mudada
Queriam fugir?
Isso sim seria um pensamento profundo
E nesse momento, vocês
Saberiam o que um pássaro sente
Fechado numa gaiola
Com um bom tempo cá fora
Podiam gritar, correr, bater…
Mas a gaiola não ia ceder
Então pensem mais uma vez,
Num pobre passarinho que talvez
Seria solto e que voaria, voaria,
Voaria tão alto que nem vocês
Conseguiriam ver
Mas tudo isto não passava de um sonho
E o passarinho abriu um olho
E viu que estava no mesmo lugar:
Numa gaiola, sem poder voar.
19-03-2007
Porque não os deixam voar?
Com bom tempo
Eles querem cantar
Então, certo dia um exclamou
Que iria fugir dali, para sempre!
Os outros começaram a pensar.
Será que nunca iriam voar?
Pensem agora, como seria
A vossa vida numa gaiola!
Queriam voar?
Não podiam
Queriam dormir?
Não era cómodo
Queriam comer?
A comida já lá estava há 5 dias
Queriam beber?
A água não tinha sido mudada
Queriam fugir?
Isso sim seria um pensamento profundo
E nesse momento, vocês
Saberiam o que um pássaro sente
Fechado numa gaiola
Com um bom tempo cá fora
Podiam gritar, correr, bater…
Mas a gaiola não ia ceder
Então pensem mais uma vez,
Num pobre passarinho que talvez
Seria solto e que voaria, voaria,
Voaria tão alto que nem vocês
Conseguiriam ver
Mas tudo isto não passava de um sonho
E o passarinho abriu um olho
E viu que estava no mesmo lugar:
Numa gaiola, sem poder voar.
19-03-2007
Cafanhotar
Pergunto a mim mesma o que será cafanhotar...
Cafanhotar é como se chama à reproduçao de cafanhotos?
Cafanhotar - acção de expandir cafanhotos?
"Um cafanhoto, dois cafanhotos.. Isto é cafanhotar!!"
Cafanhotar é contar cafanhotos?
Cafanhotar - chamamento dos cafanhotos. Ex: O' CAFANHOTOOOO!
"Estou a cafanhotar cafanhotos.
"Cafanhotar - acção de matar cafanhotos
"Olha lá! Cafanhota aí esses cafanhotos.
"Cafanhotar - acção de cozinhar cafanhotos
4-02-2008
Cafanhotar é como se chama à reproduçao de cafanhotos?
Cafanhotar - acção de expandir cafanhotos?
"Um cafanhoto, dois cafanhotos.. Isto é cafanhotar!!"
Cafanhotar é contar cafanhotos?
Cafanhotar - chamamento dos cafanhotos. Ex: O' CAFANHOTOOOO!
"Estou a cafanhotar cafanhotos.
"Cafanhotar - acção de matar cafanhotos
"Olha lá! Cafanhota aí esses cafanhotos.
"Cafanhotar - acção de cozinhar cafanhotos
4-02-2008
Comboios
Eu gostava de ir para a próxima paragem, por favor. Quero sair deste mundo enfadonho onde vivo todos os dias. Combatendo as coisas más; e recebendo as boas com um sorriso."O que chateeia, manda à merda" - Avó Zi.
Quando passa o próximo comboio? É que eu enganei-me na estação! O QUÊ?! Deve estar a gozar comigo! A próxima paragem é uma paragem terminal? Hum... acho que fico por aqui. Muito obrigada. Boa tarde.HEY! Esse comboio pára onde? NO OUTRO LADO DO MUNDO?!? UAU! Sim, é um bilhete por favor. OHH MEU DEUS! Atrasei-me...Gostava de saber porque é que nunca apanho os comboios a tempo...
01-01-2008
Quando passa o próximo comboio? É que eu enganei-me na estação! O QUÊ?! Deve estar a gozar comigo! A próxima paragem é uma paragem terminal? Hum... acho que fico por aqui. Muito obrigada. Boa tarde.HEY! Esse comboio pára onde? NO OUTRO LADO DO MUNDO?!? UAU! Sim, é um bilhete por favor. OHH MEU DEUS! Atrasei-me...Gostava de saber porque é que nunca apanho os comboios a tempo...
01-01-2008
Simplesmente
Simplesmente quero sair daqui... Quero voar! Voar alto.. Tão alto que ninguém me vê. Escondida num buraco no meio das nuvens vou esquecer. Simplesmente esquecer tudo. Simplesmente fugir, fugir de tu, de ti e de todos. Simplesmente vou gritar, gritar até não conseguir gritar mais. Vou sentar e esperar. Simplesmente esperar que o tempo passe, que todos me esquecam. Simplesmente vou... Vou andar... Não sei bem para onde... Talvez nunca chegue a lado nenhum... Vou e vou sem sentido, sem objectivos. Simplesmente não existem objectivos, logo, nem desilusões. Simplesmente ando para lado nenhum, grito para ninguém, olho para o nada, escondo-me de mim própria, fugo do medo. Talvez seja mais fácil... Simplesmente quero sorrir, quero chorar, quero brincar, quero correr, ser livre, quero atirar-me para o mar, quero alcançar o sol...
Simplesmente... Simplesmente vivo a vida.
9-12-2007
Simplesmente... Simplesmente vivo a vida.
9-12-2007
Introdução
Basicamente criei este blog para escrever o que me dá na tola. Há quem diga que escrever é uma seca. Há quem diga que escrever é essencial. Há quem esconda que é escritor. Há quem tente ser escritor. Sou uma pessoa como todas as outras. Normal como as restantes... Para mim escrever é uma necessidade. Basicamente sou eu, Inês Moreira. Este é o meu mundo
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